Pois é. Ontem meu filho mais velho, o Rafa, sofreu um acidente.
Nada muito grave, um tombo de bicicleta como estava sem o seu capacete, bateu a cabeça e abriu o supercílio.
Dirigi até a casa dele feito motorista de ambulância. E lá estava ele. Com uma cara murcha, e com um curatvo improvisado.
Não poderia imaginar o tamanho do corte que se escondia por baixo de Band-Aids e ataduras. Já no Pronto Socorro ví de perto a dimensão do acidente. Claro que aos olhos do pai uma abertura na testa é sempre vista com lentes de aumento e dobra de tamanho.
Mas acreditem, era realmente grande. Nada grave mas recomendou-se que um Cirurgião Plástico fizesse a sutura.
Longa espera, tomografia e uma tarde bem gostosa junto do Rafão apesar do local e das circustancias. Fomos do faroeste a Estrela da Morte enquanto seu médico não vem.
Vencida a espera chegou a hora de vencermos mais uma etapa.
Ele sentindo na pele e em um tanto de carne a expectativa de ter sua fossa abissal fechada e eu sentindo pelo que ele viria a sentir. Nada fácil e posso dizer que ele reagiu melhor que eu a tudo.
Parabéns Rafa pela estréia em grande estilo. Forte e tranquilo.
Já mostrou que está habilitado para todos os próximos tombos, quedas e tropeções. Vamos consertando dentro do possível mas o principal ele já tem. A postura.
Ele vai somando um aprendizado a ocorrência e enchendo o corpo de marcas e a vida de histórias para contar.
Continue assim. Caindo e levantando melhor a cada vez.
São Paulo é renomada por sua gastronomia. Realmente temos restaurantes incríveis por aqui e alguns pratos são absolutamente imperdíveis. Vamos aos meus combos, alguns óbvios mas geniais:
1- Beirute Tradicional do Frevo + Chopp Rabo de Peixe
2- Coxinha do Frangó + Cerveja Holandesa Urthel Hop-It
3- Cheese Salada no A Chapa (pouca maionese) + Milkshake de OREO
4- Milaneza Aperitivo do Pirajá (com molho de queijo à parte) + Chopp Garotinho
5- Bauru do Ponto Chique + Soda Limonada com muito gelo e limão espremido
6- Pizza Argentina do Camelo + Chopp
7- Bolinhos de Arroz do Ritz + Bloody Mary com Vodka Absolut
8- Steak Tartare do ICI Bistrot + Cerveja Brahma Extra
9- Kibe Crú da Tenda do Nilo + Coca Cola Light bem gelada
10- Pastel de Pizza da Dna Maria (Feira do Pacaembú) + Caldo de cana com Limão
Para todos os bolsos e todos os gostos.
ATENÇÃO – Evite a qualquer custo: Sanduiches de Mortadela e Pastel de Bacalhau do Mercadão. Perda de tempo, apetite e dinheiro.
Vale a penas assistir a performance da musica 5 no programa do David Letterman, aquele talk show americano que o ser humano mais bizarro do showbiz brasileiro tenta imitar. Claro que sem sucesso.
Para os demais vídeos basta clicar e relaxar.
Boa semana a todos, curta e concentrada. Como deve ser um bom café.
Sou usuário frenético do iTune Store. Todos os dias acesso a loja da Apple e dou uma sapeada no que os americanos estão ouvindo, vou em busca de novos sons, bandas desconhecidas por aqui e claro, enrriquecer minhas playlists.
Com o lançamento do iTunes 9 tempos atrás essa experencia ficou ainda mais bacana.
Tenho 36 anos. Minha descoberta mais consistente da música está diretamente ligada a compra de discos. As bolachas de vinil sempre foram objetos de desejo para mim. O preço não se encaixava muito bem no meu orçamento pré adolescente mas vez ou outra sempre descolava uma grana para comprar um disco novo.
Concert do The Cure, Alive II do Kiss, Nós Vamos Invadir sua Praia do Ultraje a Rigor iam para o toca-disco assim que chegavam em casa e tocavam um bocado. A coleção foi aumentando até que em 85, se não me engano, os CDs surgiram na minha vida.
Meu irmão voltou dos Estados Unidos com o primero modelo portátil lançado pela Sony na mala. Junto com álbuns que haviam sido recém lançados. Like a Virgin, Songs From The Big Chair e mais alguns.
Se o vinil já não era muito pro meu bico imagina os CDs. Eram importados e super caros.
Em 1991 fui para Nova York e nem consigo me lembrar a quantidade de vezes que fui a Tower Records do SoHo. Acho que o meu maior gasto na viagem foi com CDs. Eles eram vendidos em embalagens de cartão grandes. Com pouco mais do dobro do tamanho das caixas. Com artes super bacanas e mantinham um pouco da experiência de compra do vinil. Com o tempo as embalagens nada corretas ecológicamente foram banidas e o formato de venda atual, apenas as caixinhas, se instalou.
Hoje em dia no iTunes consigo trazer de volta muito daquelas minhas visitas a Tower Records. O catálogo é absolutamente monstruoso. Encontro quase tudo que procuro. E em alguns segundos o álbum baixa pro meu iTunes. Com todas as informações impecavelmente organizadas. Não concordo com o conceito de baixar músicas “ilegalmente” e menos ainda com a desorganização de nomes e desbalanço de volume e a incerteza de qualidade que essas músicas têm.
O iTunes 9 tem um recurso que vale muito a pena e resgata um pouco da experiência do vinil e das antgas embalagens de CD. É o iTunes LP. Uma interface multimídia que enche a tela do computador com um encarte eletrônico do álbum. Minha primeira compra nesse formato foi The Resistance do Muse. O disco é genial e com o novo recurso fica ainda melhor. Letras, créditos, fotos e vídeos criam uma experência muito mais imersiva e rica.
Genial, se tiver a chance experimenta. Vale cada centavo.
Em teoria as pessoas deveriam deixar seus carros em casa e fazer suas atividades utilizando meios de transporte alternativos. Caminhar, pedalar ou tomar ônibus, trens ou metrôs.
Coisa dificil de se fazer numa cidade como São Paulo onde falta tudo. Uma boa malha de metrô, ciclovias e mobiliario bike friendly, calçadas decentes e segurança. Dificíl mas perfeitamente possível.
No domingo montei na minha bike e saí pela nova Ciclofaixa da cidade. Ela liga 3 parques por avenidas que reservam uma faixa exclusiva para as magrelas. Das 7h00 as 12h00, com calçamento em ordem e bem sinalizada não parecia em nada a São Paulo por onde havia pedalado tempos atrás.
Claro que ainda falta muito para chegarmos a um ponto onde a bicicleta será uma viavél opção de locomoção pela cidade. É preciso muita coisa dificíl de encontrar por aqui: Vontade política, educação e segurança.
Dependemos dos governantes para garantir alguma segurança e viabilizar ciclovias, bicicletários, etc…
Precisamos de educação dos dois lados. Motoristas devem entender que a preferencia é sempre do cilcilsta e exercitar o convivio pacifico com as bikes. Quem pedala deve sem hesitar, obedecer e respeitar as regras do trânsito, sinalizar ações, transitar corretamente e entender que só será respeitado quando respeitar.
Acho que o número de simpatizantes pelo ciclismo vem aumentando a cada dia e a causa ganha força. Quem sabe em um médio prazo não temos uma malha cicloviaria como a cidade de Lima no Peru. Já pedalei por lá e é perfeitamente viavél. Mesmo com o transito caótico é possivel se deslocar pela cidade sem problemas.
E em um longo (longuissimo) prazo tenhamos a infra estrutura de Munique na Alemanha, onde estive no ano passado e se pedala por absolutamente toda a cidade, com um trânsito civilizado e muita segurança.
Sei que é pedir muito mas quem sabe meu desejo é atendido e no futuro poderei circular com meus netos por São Paulo.