
Não me esqueço da primeira vez que vim a NYC. Foi em 1991, e é super clara na minha memória como me senti provinciano ao chegar por aqui daquela vez.
É uma cidade que pulsa de um jeito que assusta.
A variedade de cenários, a quantidade de malucos pelas rua, misturados com executivos e gente de todo mundo que etram e saem dos metrôs, dos carros, dos restaurantes, dos museus.
E quase 20 anos depois da minha primeira visita o meu sentimento é o mesmo. Sou um caipira provinciano.Com relação a NYC, São Paulo parece Jacutinga, um cidadezinha do sul de Minas Gerais.
A cidade não me assusta mais mas me enche de admiração e é algo absolutamente desejavél para mim.
Não exatamente me mudar para cá e levar uma vida New Yorker, mas o que me fascina é o absoluto acesso a tudo que as pessoas que moram por aqui tem. Não existe nada no mundo em termos de bens de consumo, cultura ou informação que não se encontre aqui.
É possivel entrar em uma galeria do SoHo e ver pelas paredes Basquiats, Warhals, Litchensteins e muito mais. Sim, no plural e prontos para ir para a sala de quem puder pagar. E se há um lugar no mundo onde as pessoas têm bala para pagar é por aqui.
Caminhar por um dia inteiro coma as antenas mega ligadas revovam as referencias a cada quadra. É uma cidade que entra na pele se você quiser mesmo com as camadas de roupa que protegem do frio.
O exercicio que faço é dar muito mais atenção para as ruas do que para as vitrines. Poder sentar-me ao balcão do JG Mellon para almoçar e apenas sentir a vibe do lugar. Pessoas se encontrando para o almoço, elegantes senhoras, a pressa caracteristica de toda a cidade e fundamentalmente um hamburguer maravilhoso. Como não consegui conhecer o Hamburguer Joint do Le Parker, ainda fico com o JG’s no topo da minha lista.
Metrô e mais metrô onde as ratazanas e a fauna da cidade circulam para absolutamente qualquer canto junto com executivos, estudantes, desempregados, turistas e tudo mais.
Foi uma temporada de longas caminhadas pela cidade. Horas pelo Meatpacking District, um pouco óbvio mas meu lugar preferido atualmente. Como era o Village em 91 e o mais impressionante é que tudo se revigora na cidade, os endereços saem do mainstream mas o espírito de cada canto não se perde mesmo quando um novo hot spot surge.
Mais duas experiencias inesqueciveis foram o Katz Deli para um delicioso e mais New yorker impossivel, sanduba de pastrami. Serragem no chão, comida deliciosa e aquele ar tosco que cai tão bem para esses lugares.
Os hotdogs que se come em NY são os melhores do mundo tambem. A cada esquina encontramos uma esquina um imigante e seu carrinho, vendendo salcichas deliciosas, em geral Sabrett com um pão do tamanho certo e o fundamental, uma ótima mostarda.
O melhor da cidade é do Garay’s Papaya. Custa a metade do preço dos carrinhos da 5a Avenida e é duas vezes mais gostoso. Salsicha grelhada, molho bem equilibrado e deliciosos refrescos de fruta para acompanhar.
Claro que a cidade tem seu contras. Para mim o maior deles são os brazucas que invadem a cidade durante todo o ano. Cheios de sacolas, precupados com o que vão comprar e mais ainda como vão acomodar a muamba nas malas e ainda mais como farão para passar pela fiscalização da Policia Federal.
Acho sim que é uma cidade dura, de pessoas duras mas absolutamente repleta de encato. Já morro de saudades e não pretendo ficar muito tempo longe dela. Claro que a experiencia de ir a NYC com a Leti tornou a cidade ainda mais encantadora e encabeçando a lista das minhas preferidas. Destino certo para um futuro breve. Quem sabe ainda nesse ano. Vamos ver.