Não se pode confiar em alguém que não gosta de Beatles.
Isso ficou ainda mais claro para mim ao final do show de Sir Paul McCartney.
Depois de 3 horas de absoluto talento custava a acrditar que tinha visto aquilo tudo. E principalemte que tive o absoluto previlégio de ficar apenas a alguns metros de distância de uma pessoa que mudou absolutamente tudo na música.
Quando nasci o sonho já havia acabado. Felizmente a obra perdurou e foi se enrraizando na minha vida. Cresci numa casa onde sempre rolou muito mais Roberto Carlos do que qualquer outra coisa. Minhas primeras lembranças vêem de uma coletânea de Oldies que meu irmão ouvia mutio e um cópia de Let it Be da minha irmã.
Já na pré adolescencia a coisa foi ganhando forma. Um amigo tinha mixtapes dos Beatles incríveis. Bealtes I, Beatles II, Beatles III com seleções genias tocavam frenéticamente no toca fitas do carro dele.
O Álbum Branco tratou de colocar a banda na ponta da minha preferência musical.
Por conta dessa história toda e tudo o que eles representaram para o mundo ainda não consigo racionalizar a emoção que senti no show. Passei a entender perfeitamente a histeria das meninas americas nos anos 60 quando não se podia ouvir o som que vinha do palco tamanha era a gritaria.
Paul poderia estar decadente como Ace Frehley mas esta na plenitude. Corresponde a exatamente tudo o pode se esperar de um semi deus. Ponto positivo para a excelente banda em especial o baterista que desce o braço sem dó na bateria e dá uma energia de Cocoon ao show do ancião. Nem a baciada de frases em português compromenteram. Gostaria de entender porque as pessoas acham que artistas têm que ser simpáticos e para isso basta mandar um Boua noitche Brasiu! Ele tá lá em cima para tocar perfeitamente como fez e não para ser simpático.
Até a plateia se comportou e não ouvi nenhuma baboseira do naipe: Olê, olê, olê, olê, Macartinei, Macartinei.
Tudo absolutamente perfeito na melhor companhia possivel. Claro que a Leti fechou a parceria como já tinha feito no AC/DC, Echo & The Bunnymen, Bon Jovi, RUSH, Eric Clapton, Radiohead.
Um show que faz daqueles que assistiram pessoas melhores.
Quem sabe ainda consigo vê-lo mais uma vez e na próxima com o Rafa, meu filho. Que já dá sinais claros de gostar muito da coisa. Para sorte e orgulho do pai.

Espero mesmo que o Rafa possa ter a oportunidade de ver tudo aquilo que nós pudemos ver.
Abraço.
Fefe, fui no domingo e também fiquei encantado com o Macca! Todo mundo chamava o Michael Jackson de Rei do Pop. Bom, agora que ele morreu, o Rei do Pop voltou a ser Sir Paul. Fui no Smashing Pumpkins um dia antes, o show por sinal também foi excelente. Quando começou a tocar Helter Skelter, me liguei que não foi o Billy Corgan que inventou o som do Smashing Pumpkins, foi o Paul! Mais de 20 anos antes! E as baladas? Não tem pra ninguém, as melhores baladas já compostas, foi esse cara que compôs! Yesterday, Here Today, Hey Jude, Let It Be… long live Sir Paul McCartney! Fico contente em saber que o Rafa já está curtindo um rock’n'roll! Grande abraço, bro!